Onde começa a identidade do Loureiro
O BiAmar começa na vinha. É em Brandara, Ponte de Lima, no coração do Vale do Lima, que as vinhas velhas de Loureiro constituem a base de um vinho licoroso com uma expressão pouco convencional desta casta emblemática do Minho.
Mais do que uma matéria-prima, estas vinhas representam o património vitícola sobre o qual assenta o projecto BiAmar. O conhecimento acumulado ao longo dos anos, as características do solo, o clima atlântico e o acompanhamento de cada ciclo vegetativo contribuem para definir a personalidade das uvas que chegam à adega.
Vinhas velhas de Loureiro
As vinhas do BiAmar são constituídas por videiras de Loureiro com cerca de 35 anos, cuja idade representa um importante elemento diferenciador do projecto.
Ao longo dos anos, as videiras desenvolvem um sistema radicular mais estabelecido e passam por sucessivos ciclos de crescimento, floração, maturação e repouso. Esta continuidade permite observar e compreender melhor o comportamento da vinha e acompanhar de forma mais precisa o desenvolvimento das uvas.
Na viticultura, a idade da vinha não é, por si só, garantia de qualidade. É a conjugação entre idade, estado sanitário das plantas, equilíbrio vegetativo, condições do solo, exposição, clima e trabalho do viticultor que determina o potencial da matéria-prima.
No BiAmar, são precisamente estes factores que procuramos acompanhar ao longo de cada campanha.
O terroir de Brandara
Brandara, em Ponte de Lima, integra o território do Vale do Lima, uma das regiões historicamente associadas à cultura da vinha e à expressão do Loureiro.
A proximidade do Atlântico influencia o clima da região, contribuindo para condições de humidade e temperaturas moderadas que fazem parte do ambiente natural onde a casta se desenvolve.
Este contexto atlântico é particularmente relevante para o Loureiro, uma variedade reconhecida pela sua intensidade aromática e pela capacidade de preservar uma acidez que contribui para a frescura do vinho.
No BiAmar, o terroir não é entendido apenas como solo. É o resultado da interacção entre clima, localização, vinha, casta e intervenção humana.
É essa combinação que procuramos preservar desde a vinha até à garrafa.
O clima do Vale do Lima
O clima do Vale do Lima é marcado pela influência atlântica, com precipitação significativa e temperaturas geralmente moderadas. Estas condições fazem parte da identidade vitícola do Minho e influenciam directamente o ciclo anual da vinha.
Cada campanha apresenta, naturalmente, condições diferentes. Temperatura, precipitação, exposição solar e disponibilidade de água condicionam o desenvolvimento vegetativo e a evolução da maturação.
Por isso, a viticultura exige acompanhamento permanente.
Na vinha do BiAmar, cada ciclo é acompanhado tendo em conta o estado das plantas e a evolução das uvas, procurando encontrar o momento adequado para a colheita e preservar as características que distinguem o Loureiro.
Viticultura: acompanhar a vinha ao longo do ano
A qualidade começa muito antes da vindima.
Durante o ciclo vegetativo, a vinha exige atenção às condições das plantas, ao desenvolvimento dos cachos e ao equilíbrio entre vegetação e produção. O trabalho vitícola procura criar as melhores condições possíveis para que as uvas atinjam o nível de maturação pretendido.
A vindima representa o momento decisivo deste processo. É nessa altura que o acompanhamento realizado ao longo dos meses se transforma em matéria-prima para a produção do BiAmar.
A selecção e o cuidado com as uvas são fundamentais para preservar a identidade aromática do Loureiro e permitir uma transformação adequada em vinho licoroso.
Loureiro: uma casta com identidade minhota
O Loureiro é uma das castas mais representativas do Minho e uma das variedades mais associadas ao Vale do Lima.
É conhecido pela sua expressão aromática, pela presença de notas florais e cítricas e pela frescura natural que caracteriza muitos dos vinhos produzidos a partir desta casta.
O BiAmar parte destas características, mas procura explorá-las numa interpretação diferente.
Em vez de apresentar o Loureiro apenas na sua expressão tradicional, o projecto utiliza a casta como base para um vinho licoroso, procurando preservar a sua identidade aromática enquanto acrescenta concentração, textura e uma dimensão mais envolvente.
Da vinha à produção do BiAmar
A produção do BiAmar começa com a matéria-prima proveniente das vinhas de Loureiro de Brandara.
Cada campanha apresenta desafios próprios e exige decisões adequadas às condições concretas do ano. A viticultura, a definição do momento da vindima e o cuidado na transformação das uvas são etapas fundamentais para obter um vinho equilibrado e fiel ao conceito do projecto.
O objectivo não é uniformizar a natureza, mas trabalhar com aquilo que cada colheita oferece.
É desta relação entre vinha, ano agrícola, casta e intervenção humana que nasce a identidade de cada produção BiAmar.
O valor de uma vinha com história
Uma vinha velha não é apenas um conjunto de videiras antigas. É também um património agrícola que reúne conhecimento, adaptação e continuidade.
No BiAmar, preservar estas vinhas significa manter viva uma parte da paisagem vitícola de Ponte de Lima e continuar a explorar o potencial de uma casta profundamente ligada ao território.
É neste património que encontramos a matéria-prima para criar uma interpretação diferente do Loureiro.
BiAmar — um vinho licoroso de Loureiro nascido das vinhas de Brandara, Ponte de Lima.
